Os perigos da mente revolucionária

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Os perigos da mente revolucionária
Tags: aprofundamento estudantes universitarios mente revolucionaria padre pe paulo ricardo
Categoria: Coberturas
Duração: 00:05:06
Data: 30/01/2010
Descrição: "Eu sei como o mundo deve ser, o mundo está errado!" Esse é um típico exemplo que Pe. Paulo Ricardo identifica a mente revolucionária e nos alerta de seus riscos. Acompanhe!
Roberto
25/02/2010
Concordo em vários pontos com o comentário do nosso irmão Vinícius e digo que o movimento carismático foi uma grande revolução na Igreja Católica, São Francisco de Assis foi o grande revolucionário de seu tempo, ele sim mostra com clareza o tema deste ano da campanha da fraternidade. Não servir a Deus e ao Dinheiro. Ele em nenhum momento pecou contra Deus, querendo ser Deus. Pe. Paulo neste ponto está errado, e se meu comentário for barrado verei a ipócrisia que as vezes moram em nossas sácristias.
vinicius
09/02/2010
Gostaria de comentar esse vídeo do p. Paulo Ricardo pois achei interessante quando o padre diz que uma mente revolucionária é uma mente defeituosa, rebelde e doente. Ora, no meu ponto de vista se mostra com um maior problema a mente que somente adéqua e aceita as verdades impostas sem se permitir pensar e refletir o que significa essas verdades na realidade da vida humana. Dizer que o mundo deve ser melhor não é uma arma assassina sob o poder da mente, é senão uma natural capacidade humana de sonhar e projetar aquilo que pode acontecer de melhor para si e para a realidade que o envolve a partir dos sonhos sonhados por Deus para cada um de nós. Então, querer trazer o céu à Terra significa abrir a possibilidade de experenciarmos a realidade divina na sua própria criação, sem abrir mão das limitações humanas, mas reconhecendo que seremos salvos com todas as nossas limitações, fraquezas e erros. Desse modo, o “revolucionário” criticado pelo padre, no meu ponto de vista, é a pessoa capaz de sonhar e que busca realizar o seu sonho. Claro que nesse caso, o sonho em questão é um sonho que é totalmente diferente daquilo que se é apresentado e se vive na estrutura, no entanto podem ser aspectos ou facetas da verdade que até a ocasião não são conhecidas (não podemos ser pretensiosos achando que podemos, ao adequar nossa mente a realidade, esgotar todas as possibilidades de ser). Pode-se exemplificar o que foi descrito acima com as revoluções políticas e depois revolução industrial acontecidas na Inglaterra, Revolução Francesa, Revolução Forroupilha, Revolução de 32 (que até hoje é comemorada pelos paulistas), com as idéias revolucionárias das mentes de Copérnico, Galileu, Mendel, Einstein, entre outros, que fizeram uma grande transformação de ordem cultural na história nos âmbitos social, econômico e político. Acredito que essas transformações não ocorreriam se fossem conduzidas por mentes revolucionárias defeituosas, rebeldes e doentes – de acordo com as definições do p. Paulo Ricardo. Ainda mais, para deixarmos a dissertação mais interessante o caro leitor poderia consultar a palavra “revolução” no dicionário. Assim, fundamentado numa simples consulta ao dicionário Houaiss, digo que uma mente revolucionária não quer o lugar de Deus necessariamente (ao contrário do que afirma o padre várias vezes) porque pode ser que essa mente queira Deus e isso, em si, pode gerar uma revolução num determinado lugar – até mesmo dentro da Igreja! Para encerrar, me sirvo de um último exemplo que o caro leitor já conhece. Jesus de Nazaré. Sim, ele foi e continua sendo o maior dos revolucionários que existiu nesse mundo. Tendo em vista que, segundo uma das definições do Houaiss, revolução é alteração brusca e significativa de alguma coisa, Jesus Cristo irrompeu uma grande transformação de natureza social, política e religiosa (esse é um fato descrito nos Evangelhos e que o p. Paulo Ricardo, reitor do Seminário de Cuiabá, ou qualquer pessoa, não pode negar nem refutar). Encerro dizendo que o perigo das mentes revolucionárias acontece principalmente àqueles que se opõem às idéias voltadas para a transformação da sociedade ou àqueles que defendem princípios ultraconservadores (que está disfarçado em nossa Igreja de falsos tradicionalistas, apegados aos tradicionalismos não à Sagrada Tradição), contrários à evolução política, espiritual, religiosa, científica ou social.
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